Descubra como a escolha correta dos ingredientes na ração pode prevenir alergias dermatológicas e digestivas graves em cães e gatos, segundo especialista
Manter uma alimentação equilibrada é o primeiro passo para garantir a saúde e o bem-estar integral dos pets. O mercado conta com diversas opções de rações e petiscos, porém, algumas fórmulas tendem a causar alergias, além de não fornecer todos os nutrientes necessários. Por isso, antes de escolher, o tutor deve estar atento à composição do alimento.

Tutores devem priorizar rações com boa fonte de proteína Foto Vidaá Care/Divulgação
A médica-veterinária Nathália Starek explica que, na composição fornecida pelo fabricante no pacote, o primeiro ingrediente da lista é o que está em maior proporção na fórmula. “Cães e gatos precisam de proteína de boa qualidade, preferencialmente de alta digestibilidade”, resssalta.
A especialista completa que embora ingredientes amiláceos e fibrosos ajudem na estrutura da ração e no trânsito intestinal, eles devem estar em equilíbrio no alimento. “A farinha de trigo em excesso, por exemplo, favorece a intolerância ao glúten. Em animais sensíveis, fórmulas com muitos aditivos, corantes ou ingredientes de baixa digestibilidade podem piorar sintomas gastrointestinais e dermatológicos”, alerta a veterinária.
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Fonte de proteína
Segundo ela, em relação à fonte de proteína, também é preciso escolher com cautela. “O frango é uma das proteínas frequentemente envolvidas em reações alimentares em cães sensíveis, por isso, deve ser evitada em algumas dietas. Peixes como salmão e tilápia, além da proteína de ervilha e farinha de mosca, são opções mais leves e melhor toleradas por animais com predisposição a alergias. Além disso, elas fornecem uma boa saciedade, auxiliando no controle do peso”, afirma Nathália.

Petiscos também entram na conta e não devem superar os 10% das calorias totais que o pet consome Foto Unspalsh/Divulgação
Nutrientes importantes
Outros nutrientes importantes, de acordo com a veterinária, são fibras, ácidos graxos, prebióticos, vitamina E, ômega-3, ômega-6 e biotina. “Alguns ingredientes naturais, como própolis, chlorella e spirulina, estão relacionados ao aumento da imunidade, à melhora da função hepática e ao alívio de alergias, e também são recomendados para uma dieta equilibrada”, orienta.
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Equilíbrio ideal
Nathália orienta ainda que a classificação de rações e petiscos entre standard, premium e super premium ajuda os tutores a identificarem as opções mais saudáveis. “Algumas versões premium e super premium oferecem melhor seleção de ingredientes, maior digestibilidade e fórmulas sem transgênicos ou sem glúten”, pontua a especialista.
A veterinária pondera que, caso o tutor opte pela alimentação natural, é indispensável que o cardápio seja elaborado por um veterinário para garantir o aporte nutricional adequado.
“Entre a alimentação natural ou com alimentos industrializados, a melhor escolha é aquela que se encaixa na rotina da família. O mais importante é garantir que as refeições sejam equilibradas. Tanto em uma dieta quanto na outra, pode ser necessário incluir complementos alimentares para garantir a saúde e o bem-estar a longo prazo”, enfatiza Nathália.
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Entre a alimentação natural ou com alimentos industrializados, a melhor escolha é aquela que se encaixa na rotina da família Foto Divulgação
Petiscos
A especialista lembra ainda que os petiscos também entram na conta e não devem superar os 10% das calorias totais que o pet consome. “Além disso, para evitar o consumo desnecessário de farinhas, a recomendação é optar por peixes desidratados, como tilápia e merluza, iogurte natural congelado e gelatina sem sabor e incolor”, afirma.
De acordo com informação da veterinária, os primeiros sinais de que o animal não se adaptou ao alimento, ou de que ele não está adequado, são fezes amolecidas, vômitos e coceiras.
“Mesmo assim, qualquer sintoma físico ou comportamental deve ser devidamente investigado, porque pode indicar um problema mais sério, que exige intervenções que vão além da alimentação”, alerta Nathália.








