Para evitar coceiras e piora de dermatites, é necessário diminuir frequência de banhos e usar produtos com fórmulas gentis
O aumento do frio que ocorre naturalmente no inverno, faz com que quadros de ressecamento, coceira e dermatites apareçam com mais frequência na rotina dos pets, exigindo atenção extra dos tutores.
A médica-veterinária Nathália Starek explica que neste período, banhos frequentes e o uso de produtos inadequados podem comprometer a barreira natural da pele e intensificar desconfortos em cães.
Animais com subpelo, com os das raças spitz alemão e husky siberiano, precisam de mais cuidados com o pelo no inverno Foto Pixabay/Divulgação
“Durante o inverno, a pele reduz naturalmente a produção de umidade superficial e fica mais suscetível ao ressecamento. Por isso, a recomendação geral é evitar o excesso de banhos, que podem remover lipídios naturais da pele e comprometer a microbiota protetora e a barreira cutânea”, recomenda a especialista.
Animais com subpelo
Segundo ela, no caso de animais com subpelo – também chamado de pelagem dupla –, como os cães das raças spitz alemão, husky e samoieda, os cuidados precisam ser ainda maiores. “Conforme atravessa o inverno, o organismo desses animais tende a aumentar a retenção do subpelo, reduzindo a velocidade da troca para que a pelagem fique mais densa para conservar o calor”, ressalta.
De acordo, com informação de Nathália, isso faz com que muitos tutores tenham a impressão de que o pelo parou de cair quando. “Na verdade, a pelagem está sendo mantida para proteção térmica. Neste momento, se houver excesso de banhos ou até mesmo se o ambiente estiver muito seco, os pelos podem ficar mais ressecados”, orienta.
A médica-veterinária complementa ainda que os cães de pelagem simples por sua vez, a exemplo do maltês, poodle e shih tzu, possuem pouco ou nenhum subpelo, tendo maior dependência da temperatura ambiental para manter-se aquecidos. “Neles, os pelos costumam crescer mais lentamente, com menor renovação da pelagem, e a pele pode ficar mais ressecada. Portanto, tendem a sofrer mais com os efeitos dos banhos frequentes”, explica.
Ela reforça que, se o pet apresentar coceira, caspa, pelagem opaca e queda excessiva de pelos, além da piora ou surgimento de dermatites, é um sinal de que a frequência de banhos de imersão está muito alta.
Cães de pelagem simples por sua vez, como o shih tzu, têm pouco ou nenhum subpelo, tendo maior dependência da temperatura ambiental para manter-se aquecidos Foto Pixabay/Divulgação
“O cuidado diário reduz a necessidade dos banhos de imersão, que podem ser realizados com intervalo mínimo de 45 dias no inverno. É importante que o shampoo e demais produtos de uso tópico tenham fórmulas gentis, que respeitem o pH natural da pele. Também é fundamental evitar banhos muito quentes, que podem piorar o ressecamento, e, depois, secar bem, já que a umidade favorece o desenvolvimento de fungos”, afirma Nathália.
A especialista pontua também que, além do cuidado tópico, é preciso estar atento se o animal está consumindo a quantidade ideal de água e se alimentando bem, visto que o cuidado deve ser de dentro para fora. Ao mesmo tempo, sinais externos podem indicar algum problema mais sério, como alguma questão gastrointestinal.
“Sempre que surge fora do normal, como queda excessiva de pelos ou fora de época, coceiras e mudanças no comportamento, precisamos investigar a saúde do pet como um todo”, alerta a veterinária.
Fonte: Vidaá Care
Foto abertura:No inverno, banhos frequentes e o uso de produtos inadequados podem comprometer a barreira natural da pele e intensificar desconfortos em cães Foto Vidaá Care/Divulgação
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