Leonardo Alvarenga, CEO do SNASH, apresentando as ações do hub no RIW – Foto: Larissa Machado
O SNA Startup Hub (SNASH) participou do Rio Innovation Week 2026, realizado de 4 a 7 de agosto, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, com uma programação dedicada à inovação no agronegócio. Em parceria com a Pesagro-Rio, o hub de inovação apoiado pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) realizou uma tarde de atividades no espaço Agro Tech, reunindo palestra e pitches de quatro startups integrantes de sua rede.
A participação, no dia 5 de agosto, reforçou a proposta do SNASH de aproximar empreendedorismo, tecnologia e agronegócio, criando conexões entre startups, investidores, empresas e demais atores do ecossistema de inovação. Para Leonardo Alvarenga, CEO do SNASH, a presença no RIW representa também uma oportunidade de ampliar a visibilidade das soluções desenvolvidas pelas empresas que integram a rede.
“É a quinta vez que estamos participando do Rio Innovation Week. Esse ano, fizemos a curadoria de uma tarde inteira, aqui no palco, junto com a Pesagro, no espaço Agro Tech. A gente sempre gosta muito de participar do RIW. É uma comunidade muito boa para os negócios”, destacou Leonardo.
Sustineri Piscis: pescado cultivado sem abate
Entre as startups que participaram dos pitches esteve a Sustineri Piscis, foodtech brasileira fundada pelo biólogo marinho Marcelo Szpilman. A empresa desenvolve tecnologia de aquicultura celular para produzir carne de peixe cultivada a partir de células do próprio animal, sem a necessidade de criação e abate do peixe. A proposta busca oferecer uma alternativa para a produção de proteína e, ao mesmo tempo, reduzir a pressão sobre os recursos pesqueiros.
Leonardo Alvarenga (SNASH) e Marcelo Szpilman, founder da Sustineri Piscis- Foto: Larissa Machado
Durante o RIW, Szpilman apresentou a tecnologia desenvolvida pela startup e destacou a oportunidade proporcionada pela participação no SNASH. “Fazer parte do SNASH é muito interessante para a gente, bem como para outras startups, porque você tem uma série de conexões e oportunidades”, afirmou. Para ele, estar no evento diante de um público ligado ao agronegócio amplia as possibilidades de diálogo e aproxima a inovação de potenciais parceiros e interessados no setor.
MightyGreens: agricultura dentro das cidades
A MightyGreens levou ao evento o conceito de agricultura em ambiente controlado, tecnologia que permite produzir alimentos em condições monitoradas de temperatura, umidade, iluminação e ventilação. Com sede no Rio de Janeiro, a empresa trabalha, principalmente, com cogumelos e microverdes e desenvolve sistemas de automação, monitoramento, projetos e treinamentos voltados à produção em ambientes controlados.
Representada no RIW pelo conselheiro Natale Papa Jr., a startup apresentou sua visão de uma “fazenda do futuro”. Para Natale, integrar a rede SNASH como startup Premium é estratégico para quem empreende no setor.
Natale Papa Jr., conselheiro da MightyGreens, em pitch no RIW – Foto: Larissa Machado
“Nós fazemos parte do SNASH, que é uma grande rede de empreendedores que focam muito nessa parte de agrotech e foodtech, trazendo melhores inovações para o setor da agricultura”, explicou. Ele também ressaltou a importância da troca de experiências proporcionada pelo ecossistema. “Estar num ambiente onde há muita troca, há compartilhamento, isso faz toda a diferença para você, ou que empreende, ou que investe, ou que tem interesse em saber um pouquinho mais sobre o setor”.
Felipe Teixeira, founder e CEO da Grisea, falando sobre matérias-primas sustentáveis – Foto: Rafaella Silva
Grisea: algas transformadas em soluções para o agro
Já a Grisea, representada por seu fouder e CEO, Felipe Teixeira, apresentou uma proposta que conecta biotecnologia, bioeconomia e agricultura. A startup Premium da Rede SNASH utiliza algas marinhas cultivadas de forma sustentável como matéria-prima para desenvolver biopolímeros, biomateriais e soluções destinadas ao agronegócio. Entre as aplicações está o desenvolvimento de revestimentos biodegradáveis para fertilizantes de liberação controlada, que buscam melhorar a disponibilização dos nutrientes no solo e reduzir perdas por volatilização e lixiviação.
Felipe Teixeira, founder e CEO da Grisea, falando sobre matérias-primas sustentáveis – Foto: Rafaella Silva
Um dos diferenciais da tecnologia é a biodegradabilidade dos revestimentos, que, segundo a empresa, se degradam naturalmente no solo sem formar microplásticos. A startup também pesquisa a incorporação de compostos bioativos das algas aos materiais, ampliando as possibilidades de aplicação no desenvolvimento de fertilizantes especiais, bioinsumos e soluções voltadas à eficiência agrícola.
A Polimex Bioplásticos, outra startup Premium da Rede SNASH, levou ao RIW uma solução baseada na economia circular que transforma resíduos da agroindústria em materiais biodegradáveis e renováveis. A startup desenvolve bioplásticos a partir de biomassas como o caroço de açaí, buscando substituir materiais convencionais derivados do petróleo por alternativas de menor impacto ambiental.
O co-founder e CEO da Polimex Bioplásticos, Luan Campos, apresentando suas soluções – Foto: Rafaella Silva
Entre as soluções está o Plástico Natural Biodegradável (PNB), destinado a aplicações como produtos de uso único e embalagens. A tecnologia procura aproveitar a infraestrutura já existente na indústria de transformação de plásticos, facilitando a adoção dos materiais renováveis. Integrante da Rede SNASH, a Polimex amplia, por meio do hub, suas conexões com empresas, investidores e outros atores do ecossistema de inovação.
Conexão entre inovação e agronegócio
A presença do SNASH e das quatro startups, que fazem parte da sua rede, no Rio Innovation Week evidencia a diversidade de soluções que vêm sendo desenvolvidas para responder aos desafios do agronegócio e da produção de alimentos. Da carne de peixe cultivada à agricultura em ambientes controlados, passando pelo uso de algas e resíduos agroindustriais, as tecnologias apresentadas demonstram como ciência, sustentabilidade e empreendedorismo podem convergir em novos modelos de produção.
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