Nutriente acelera o metabolismo, promove saciedade e protege os músculos durante o processo de perda de peso (Foto: Divulgação)
No processo de emagrecimento, um dos maiores desafios é eliminar gordura sem sacrificar o tecido muscular. Para alcançar esse equilíbrio, a ingestão estratégica de proteínas tem se mostrado o pilar fundamental. Segundo o nutricionista clínico e esportivo Dereck Oak, a proteína não é apenas um componente para quem busca hipertrofia, mas o nutriente essencial para garantir que a balança desça de forma saudável.
Durante um déficit calórico, o corpo busca fontes de energia para se manter. Sem o aporte proteico correto, o organismo pode degradar o próprio músculo. “A proteína fornece os aminoácidos necessários para preservar o tecido muscular, reduzindo o risco de o organismo usar o músculo como fonte de energia”, explica Oak.

A proteína, como a presente no ovo, por exemplo, é um nutriente que ajuda a manter o gasto calórico elevado, auxiliando na perda de peso. Foto: couleur/Pixabay
Além da proteção, o nutriente ajuda a manter o gasto calórico elevado. “A digestão da proteína exige mais energia do corpo, o que aumenta o chamado efeito térmico dos alimentos, ajudando a manter o metabolismo mais ativo durante a perda de peso”, completa o nutricionista.
O poder da saciedade
Um dos principais obstáculos de qualquer dieta é a fome. Nesse ponto, as proteínas atuam como aliadas no controle do apetite. Por terem uma digestão mais lenta e estimularem hormônios específicos, elas promovem uma sensação de saciedade prolongada, o que ajuda a evitar “beliscos” e exageros calóricos ao longo do dia.

O feijão é uma outra fonte de proteína que atua como aliada no controle do apetite. Foto: jannijman/Pixabay
Para otimizar esses benefícios, especialista sugere que o consumo não seja concentrado em apenas um horário. “O ideal é distribuir a proteína em todas as refeições, especialmente no café da manhã, almoço, jantar e pós-treino”, recomenda.
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Quantidade e Fontes Ideais
A recomendação geral varia entre 1,6 a 2,2 g de proteína por quilo de peso corporal, mas essa métrica pode ser maior para praticantes de atividade física intensa. Quanto às fontes, o especialista destaca que a escolha deve priorizar a baixa densidade de gorduras e carboidratos extras.
Entre as melhores opções estão:
- Ovos e Carnes magras (frango, peixe, patinho);
- Laticínios e Suplementos (iogurte natural e Whey Protein);
- Leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico).

Os peixes são uma excelente opção de fonte de proteína. Foto: garten-gg/Pixabay
Embora as proteínas de origem animal possuam maior valor biológico por conterem todos os aminoácidos essenciais, o especialista reforça que as fontes vegetais são igualmente eficazes, desde que combinadas corretamente.
Apesar de sua importância, o nutricionista faz um alerta: a proteína não é uma solução isolada. “Ela é fundamental, mas sozinha não emagrece. O emagrecimento de qualidade depende da combinação de alimentação equilibrada, treino regular, sono adequado e bons hábitos de vida”, finaliza.








