Se não houver problemas climáticos adversos, produtor que investir em novas tecnologias agrícolas terá mais rentabilidade na próxima colheita. Foto: Divulgação

Com as previsões cada vez mais otimistas da produção recorde de grãos para este ano, o produtor rural deve continuar investindo em tecnologias na safra 2019/2020, considerando que espera-se que a colheita seja ainda maior e supere a projeção atual. É o que avalia Alan Malinski, assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

“Para a próxima safra, o produtor vai continuar investindo em tecnologia dentro da porteira. Por mais que o custo de produção tenha aumentado, o produtor continuará fazendo sua parte. Devemos ter rum leve crescimento na área de soja novamente e, se não tivermos problemas climáticos, a tendência é que possamos bater um novo recorde de produção”, acredita Malinski.

Segundo ele, o cenário externo também pode favorecer os produtores brasileiros, diante de fatos como a disputa comercial entre China e Estados Unidos.

“Os preços das commodities estão reagindo no mercado interno. Quem ainda tem grãos vai poder ter uma renda maior na comercialização dos seus produtos e isso acaba trazendo um ânimo para o produtor continuar investindo e refletirá na próxima safra com melhores produtividades.”

Estimativa

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na quinta-feira, 8 de agosto, mais uma estimativa da safra 2018/2019 de grãos e fibras, apontando para um recorde de 241,3 milhões de toneladas. Leia matéria na coluna ÚLTIMAS NOTÍCIAS da revista A Lavoura.

De acordo com Malinski, o bom desempenho foi puxado pelo milho, que também terá a maior produção da história superando 99 milhões de toneladas, principalmente por causa do cereal segunda safra.

“Tivemos uma excelente safra de milho, com recorde no milho safrinha. Por mais que o mercado trabalhe acima dos 100 milhões, essa produção recorde contribuiu. A soja, apesar da redução em relação à safra passada, foi a segunda maior. Em alguns Estados o desempenho não foi tão bom porque houve chuva em meados de janeiro e fevereiro, mas caso não tivesse ocorrido, certamente estaríamos falando em uma produção maior ainda”, ressalta o executivo.

Fonte: CNA Brasil