No mercado brasileiro de vendas de insumos agropecuários,  85% dos empresários do ramo pretendem contratar novos funcionários em 2019, segundo aponta levantamento da Andav. Foto: Divulgação

Com a economia apontando sinais de recuperação e o agronegócio em franco crescimento, distribuidores de insumos agrícolas e veterinários estão otimistas: 85% planejam investir na ampliação de seus quadros de funcionários, como técnicos agrícolas, médicos veterinários e engenheiros florestais, com o objetivo de reforçar suas redes de vendas. Um percentual menor, mas ainda expressivo (53%), revela planos de abrir novas filiais.

É o que aponta um recente levantamento da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), divulgado durante a palestra de seu presidente executivo, Henrique Mazotini, no 8º Abisolo Fórum e Exposição Internacional Tecnologia & Integração, encontro promovido nos dias 10 e 11 de abril, pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), em Campinas (SP).

“Esses resultados mostram que há uma grande oportunidade de integração para os industriais da área de nutrição vegetal”, afirmou Mazotini.

Acesso ao crédito

Ele também indica outra constatação do levantamento: esse setor tem como uma das maiores preocupações o volume de crédito a ser concedido para os produtores rurais para o financiamento dos insumos agrícolas.

O estudo aponta que 19% dos entrevistados disseram que acesso a crédito é hoje uma das maiores dificuldades da distribuição. Também mostra que, nos últimos cinco anos, vem se consolidando um cenário marcado pela entrada no segmento de grandes corporações e fundos de investimento nacionais e internacionais, originando os chamados “gigantes da distribuição”.

Outro dado do levantamento mostra que 78% dos distribuidores afirmam estar interessados em receber propostas de investimento de empresas e de fundos de investimento.

Para Mazotini, “toda essa movimentação é reflexo da realidade de uma agricultura que, cada vez mais, demanda capital de giro, porque é necessário mais investimento para auferir produtividade e competitividade”.

Fonte: Assessoria de comunicação da Abisolo