Bactérias provocadas pela mastite bovina invadem o úbere das vacas leiteiras, causando inflamações. Foto: Divulgação

Inflamação da glândula mamária causada por microrganismos – geralmente, bactérias – que invadem o úbere, a mastite é uma doença bem frequente em vacas leiteiras e apontada como um dos males de maior impacto na rentabilidade da bovinocultura de leite, no Brasil e no mundo.

“Se não for tratada, a mastite compromete a quantidade e a qualidade do leite, além de resultar no descarte precoce de animais”, alerta médico veterinário Bruno Lima, que atua na indústria farmacêutica veterinária Virbac.

Segundo o especialista, a questão mais recorrente entre os produtores, no entanto, é como evitar perdas com a mastite: “A resposta é simples: por meio da implantação de programas de controle e prevenção aliados a boas práticas de manejo”.

Com o intuito de esclarecer e dar dicas ao pecuarista, Lima cita sete pontos que o bovinocultor deve considerar:

1 – Sequência da linha de ordenha

O uso do teste CMT (California Mastits Test) auxilia o produtor a diagnosticar casos de infecções subclínicas no rebanho. O mapeamento dos animais contaminados é fundamental para ajudar a determinar a sequência de ordenha, e assim evitar a disseminação da doença dentro do rebanho.

“Os animais jovens e sadios devem ser ordenhados primeiro. Na sequência, vacas com mastite subclínica e, por último, vacas com mastite clínica”, explica o médico veterinário.

2 – Teste da caneca de fundo preto

Em toda ordenha, o teste da caneca de fundo preto deve ser realizado com o objetivo de identificar novos casos clínicos. O ideal é manter a incidência de novos casos clínicos de mastites no rebanho abaixo de 2% ao mês, e estes, quando identificados serem tratados corretamente.

3 – Correta higiene dos tetos na pré e pós-ordenha 

A correta higiene e manejo pré e pós-ordenha são fundamentais para evitar a disseminação de patógenos contagiosos entre as vacas.

4 – Manutenção dos equipamentos de ordenha e aferição da pressão do vácuo

Equipamentos defeituosos, velhos, com borrachas ressecadas, limpeza inadequada dos canos e peças da ordenhadeira e com pressão de vácuo anormal podem resultar em novos casos de mastites no rebanho.

5 – Terapia de vaca seca

O tratamento das vacas no momento da secagem garante a proteção durante o período crítico para novas infecções – período seco, e diminui os riscos de mastite na próxima lactação.

6 – Descartar vacas com infecções crônicas

O descarte de vacas com mastite crônica é uma maneira prática e rápida para a redução do nível de infecção existente no rebanho. As vacas com mastite crônica (vacas com infecção da glândula mamária persistente por muito tempo prolongado ou lactações seguidas) funcionam como reservatórios de agentes causadores de mastite no rebanho, contaminando o ambiente e servindo como fonte de infecção para animais sadios.

7 – Tratamento dos casos clínicos

O uso de antibióticos via intramamária é a terapia de eleição nos casos de mastite, podendo ser complementada com o uso de antibióticos sistêmicos injetáveis, em casos mais graves pode ser associado também terapia anti-inflamatória.

Para maiores taxas de curas nos tratamentos de mastites, o médico veterinário Bruno Lima recomenda a realização de exames diagnósticos para identificação dos agentes causadores do problema.

Mais informações, acesse https://br.virbac.com.

Fonte: Virbac