Morcegos hematófagos são principais hospedeiros do vírus da raiva por via aérea, na América do Sul. Pessoas devem manter distância desses animais, mesmo que estejam imóveis e/ou aparentemente mortos. Foto: Divulgação Adapec

A Secretaria da Agricultura e da Pesca do Estado de Santa Catarina confirma 27 focos de raiva de herbívoros na região (até a data de publicação desta matéria, em 31 de maio de 2019). A doença é causada pelo morcego hematófago. Para evitar problemas no campo, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) está reforçando seus trabalhos nas localidades atingidas e pedindo a colaboração dos produtores rurais para que vacinem todos os bovinos e equinos.

Os focos de raiva estão localizados em 11 municípios catarinenses: Garopaba, Gravatal, Braço do Norte, Urussanga, Imaruí, Campos Novos, Rio Fortuna, Pedras Grandes, Biguaçu, Tijucas e Gaspar.

Responsável pelo Programa de Controle da Raiva da Cidasc, Fábio de Carvalho Ferreir explica que, nas regiões onde a vacinação é obrigatória (Canelinha, Biguaçu, Tijucas, São João Batista, Governador Celso Ramos e nos locais de foco), os produtores rurais devem apresentar a nota fiscal de compra da vacina ou o atestado de vacinação emitido por médico veterinário no escritório local da Companhia, os documentos podem ser cobrados também num momento de vistoria da propriedade.

Os médicos veterinários da instituição devem visitar as propriedades rurais orientando os produtores sobre os riscos da doença e a importância da vacinação. Lembrando que a raiva é uma doença fatal que acomete os mamíferos, inclusive seres humanos.

Sintomas da doença

A raiva é transmitida por animais domésticos, animais de produção e animais silvestres. Ataca o sistema nervoso central, causando mudança de comportamento, paralisia e, em alguns casos, agressividade.

O animal doente elimina o vírus da raiva pela saliva, por isso, as pessoas não devem colocar a mão na boca de cavalos ou bovinos que estejam com dificuldades de locomoção e/ou salivação intensa.

Usualmente, a doença é transmitida pela mordida do animal infectado, mas o simples contato entre saliva e feridas abertas, mucosas e arranhões também propaga o vírus.

Caso seus animais tenham marcas de mordedura causada pelo morcego hematófago, comunique a Cidasc, mesmo que não estejam doentes.

Morcegos hematófagos

Os morcegos hematófagos são os principais hospedeiros do vírus da raiva por via aérea na América do Sul, portanto, deve ser sempre mantida uma distância desses animais, mesmo que estejam imóveis e/ou aparentemente mortos.

Em caso de acidente com um deles, a orientação é procurar um hospital ou posto de saúde mais próximo, para relatar o ocorrido e exigir o tratamento adequado.

Outra orientação é a pessoa avisar ao médico veterinário da Cidasc se souber de algum local que possa abrigar morcegos hematófagos, tais como, cavernas, grutas, ocos de árvore, túneis, bueiros, passagem sob rodovias, cisternas e poços, além de casas e construções abandonadas.

“Nunca tente capturar um morcego, chame um profissional capacitado para removê-lo adequadamente”, alerta a Companhia.

Fonte: Secretaria da Agricultura e da Pesca/Cidasc