Startup usa IoT e IA para auxiliar na proteção ambiental (Foto: Divulgação)
Monitorar áreas remotas e ajudar na proteção ambiental, gerando alertas geolocalizados para diminuir impacto negativo relacionados à invasões de terras e degradações através de inovação promovida pela utilização de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA). Essa é a proposta da GreenBug, startup que integra o SNASH, hub de inovação apoiado pela Sociedade Nacional de Agricutura (SNA).
Conforme relata o engenheiro eletricista e eletrônico, e fundador da empresa, Marcelo Vieira dos Santos, após 30 anos atuando em empresas nacionais e multinacionais na área de Telecom na América Latina, surgiu a oportunidade de unir duas paixões: tecnologia e natureza. “Em janeiro de 2017 fundei a GreenBug com o propósito de transformar meus conhecimentos em eletrônica em produtos e soluções para proteger as florestas e fazendas”, conta Santos.

Ao contribuir com dados para relatórios dos departamentos de sustentabilidade, a empresa auxilia na proteção da biodiversidade e da proteção patrimonial. Foto: Divulgação
Segundo ele, a proposta principal da empresa é proteger áreas remotas que, devido às suas características, têm suas dificuldades, como falta de conectividade, áreas extensas e, às vezes, de difícil acesso. “Nosso objetivo é informar, em tempo real, gestores, produtores, empresas e proprietários de terras sobre sinais de invasão e degradação do meio ambiente. Dessa forma, ao contribuir com dados para relatórios dos departamentos de sustentabilidade, auxiliamos na proteção da biodiversidade e da proteção patrimonial,”, explica.
Impactos para a sociedade
Santos informa que as soluções da GreenBug contribuem diretamente para a proteção de ecossistemas, a prevenção de crimes ambientais e o fortalecimento da gestão sustentável do território. Por meio de sensores acústicos autônomos com inteligência artificial embarcada, nossa tecnologia permite identificar atividades ilegais, riscos ambientais e mudanças no comportamento da fauna em áreas remotas, mesmo sem acesso à internet.

Atualmente, a empresa atua nos mercados de mineração, floresta plantada (papel e celulose), soja, cana-de-açúcar, energia e saneamento (represas). Foto: Divulgação
“Isso amplia a capacidade de resposta de empresas, governos e organizações de conservação, ajudando a proteger florestas, reduzir emissões associadas ao desmatamento e fortalecer a segurança ambiental. Ao transformar sons em inteligência operacional, a GreenBug apoia a preservação da biodiversidade, a proteção de ativos naturais e a construção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável”, destaca o fundador, acrescentando que, atualmente, a enpresa atua nos mercados de Mineração, Floresta plantada (papel e celulose), soja, cana-de-açúcar, energia e saneamento (represas).
Desafios do segmento

O fundador da GreenBug, Marcelo Vieira dos Santos. Foto: Divulgação
Na avaliação do engenheiro, entre os principais desafios estão a necessidade de ampliar a infraestrutura de monitoramento em áreas remotas, reduzir custos de implantação em larga escala e garantir a integração de diferentes tecnologias e fontes de dados ambientais.
“Também é fundamental desenvolver modelos de negócios sustentáveis que viabilizem a adoção dessas soluções por diferentes setores, incluindo empresas, governos e organizações de conservação”, acrescenta Santos.
Outro desafio importante destacado pelo especialista, é transformar grandes volumes de dados ambientais em informações claras e acionáveis para tomada de decisão. “Superar essas barreiras exige investimento contínuo em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e colaboração entre empresas, universidades, investidores e instituições públicas”, complementa.
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Cenário atual e perspectivas para o futuro

Ferramenta de monitoramento. Foto: Divulgação
De acordo com Santos, o setor de tecnologias climáticas e monitoramento ambiental está em rápida expansão, impulsionado pela crescente necessidade de enfrentar mudanças climáticas, proteger a biodiversidade e garantir maior transparência em cadeias produtivas.
O engenheiro cita ainda que empresas, governos e investidores têm buscado cada vez mais soluções capazes de gerar dados confiáveis sobre o território e apoiar estratégias de prevenção de riscos ambientais. Nesse contexto, segundo ele, tecnologias baseadas em sensores, inteligência artificial e monitoramento remoto tendem a ganhar protagonismo.
“A expectativa é que o setor evolua para sistemas cada vez mais integrados, capazes de combinar diferentes fontes de dados — como bioacústica, sensores ambientais e imagens — para gerar inteligência em tempo real e apoiar políticas públicas, gestão corporativa e iniciativas de conservação”, conclui o fundador da GreenBug.








