O calor intenso aliado às chuvas frequentes favorece a rápida proliferação de pulgas, carrapatos e mosquitos (Foto: Divulgação/Vetoquinol Saúde Animal)
As férias de verão são sinônimo de malas prontas, estradas cheias e momentos de descanso em família. Cada vez mais, os cães acompanham seus tutores nessas viagens, participando de passeios, idas à praia, ao campo ou à casa de parentes.
A presença dos pets traz benefícios claros para o bem-estar emocional, mas também impõe um cuidado extra com a saúde física dos animais, especialmente em uma época do ano marcada pelo aumento de parasitas.
“O uso de coleiras antiparasitárias é uma necessidade quando pensamos em manter o animal livre de infestações e doenças que podem ser muito perigosas”, destaca a médica-veterinária Patricia Guimarães.
Segundo ela, o verão cria um cenário propício para problemas de saúde que podem comprometer seriamente a qualidade da viagem — e a vida do cão.
O calor intenso aliado às chuvas frequentes favorece a rápida proliferação de pulgas, carrapatos e mosquitos.
“A combinação de calor intenso e alta umidade cria condições ideais para que esses parasitas se multipliquem e aumentem significativamente o risco de infecções em cães desprotegidos”, explica a especialista. Em locais turísticos, áreas verdes e regiões litorâneas ou rurais, esse risco tende a ser ainda maior.
Os carrapatos estão entre os parasitas mais perigosos.
“Diversas espécies de carrapatos transmitem microrganismos que causam doenças graves, como ehrlichiose canina, babesiose, anaplasmose e hepatozoonose. São enfermidades que comprometem seriamente a saúde e, sem o tratamento adequado, podem até ser letais”, alerta Guimarães.
Muitas dessas doenças apresentam sintomas inespecíficos no início, o que pode atrasar o diagnóstico.
As pulgas também representam uma ameaça significativa. Além do desconforto intenso causado pela coceira, elas podem transmitir a dipilidiose, provocar Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP) em animais sensíveis e até levar à anemia em casos de infestações severas, especialmente em filhotes ou cães debilitados.
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Outro risco que merece atenção especial é o mosquito transmissor da leishmaniose visceral. Pequeno e quase imperceptível, ele pode transmitir uma doença grave aos cães e também aos seres humanos com apenas uma picada.
“Dessa forma, a proteção contra mosquitos, especialmente com produtos que repelem e eliminam o vetor, também é indispensável”, reforça a veterinária.
Diante desse cenário, a prevenção é a principal aliada dos tutores. Entre as opções disponíveis, as coleiras antiparasitárias se destacam pela praticidade e eficácia.








