IPR 106 é indicada para regiões de cultivo de café arábica

O cafezal, assim como diversas culturas agrícolas do Brasil, também sofre com ataques de nematoides que podem afetar o cultivo, trazendo prejuízos ao cafeicultor. Para amenizar as perdas e controlar a “saúde da lavoura”, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) apresentou ao setor produtivo, a cultivar IPR 106.

De acordo com o melhorista do Iapar, Gustavo Hiroshi Sera, essa nova variedade de café é mais resistente aos nematoides Meloidogyne incognita e Meloidogyne paranaensis, espécies que inviabilizam a exploração cafeeira em muitas regiões produtoras do Brasil.

Características

A IPR 106 é indicada para regiões aptas ao cultivo de café arábica, com temperatura média anual entre 20ºC e 23ºC. Suas plantas têm porte médio, boa arquitetura, frutos amarelos e ramificação abundante.

“São adequadas para formar lavouras tanto em plantios convencionais como no sistema adensado. E seu potencial produtivo passa de 50 sacas beneficiadas por hectare”, informa o pesquisador.

De ciclo tardio, a IPR 106 possibilita arranjos com outras cultivares disponíveis no mercado (de ciclo precoce, semiprecoce, médio e semitardio), para viabilizar a colheita da lavoura em etapas, o que possibilita obter maior quantidade de frutos maduros e também reduzir os custos com mão de obra e infraestrutura.

Qualidade

Possui ainda grande percentual de grãos com peneira superior a 16, uma característica valorizada pelo mercado, sobretudo, pelo segmento de cafés especiais, que apresentam mais qualidade. Na mesa de degustação é uma bebida de aroma intenso, encorpada, com sabor adocicado e bom equilíbrio entre acidez e amargor.

A IPR 106 “atende a todos os requisitos internacionais”, garante o pesquisador Gustavo Hiroshi.

Ainda em 2017, o Iapar disponibilizará as sementes de IPR 106 aos viveiristas. Já os cafeicultores poderão adquirir essas mudas, para a formação de lavouras, a partir do ano que vem.

Fonte: Iapar