Evento colocou em pauta temas estratégicos para o futuro do Brasil, como competitividade, geopolítica, segurança alimentar, entre outros. (Foto: André Casagrande)
O Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA) reúne, há 25 anos, autoridades, especialistas e lideranças para discutir os principais desafios e oportunidades do setor. Em sua edição histórica, realizada nesta segunda-feira (10), em São Paulo, o evento voltou a colocar em pauta temas estratégicos para o futuro do Brasil, como competitividade, geopolítica, segurança alimentar, sustentabilidade e integração entre agro e indústria.
Agro & Indústria
Promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3, o 25º CBA teve como tema “Agro & Indústria: integrando e transformando o Brasil” e contou com a participação da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) na solenidade de abertura.
O presidente da entidade, Antonio Mello Alvarenga Neto, integrou a mesa oficial ao lado de importantes representantes dos setores público e privado, como Ingo Plöger, da ABAG; o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; a senadora Tereza Cristina, o deputado federal Arnaldo Jardim e representantes da Embrapa, da FAESP/SENAR, da OCB e do governo paulista

Evento reuniu as principais lideranças do agronegócio brasileiro para discutir os caminhos do setor e do próprio país. Foto: Gerardo Lazzari
Para Antonio Alvarenga, a participação da SNA em um evento dessa dimensão reforça o compromisso centenário da entidade com o desenvolvimento e a defesa da agricultura brasileira.
“É muito importante para a SNA estar presente em um congresso que, há 25 anos, reúne as principais lideranças do agronegócio brasileiro para discutir os caminhos do setor e do próprio país. Este é um espaço fundamental para refletirmos sobre competitividade, inovação, sustentabilidade e os desafios impostos pelo cenário internacional. O agronegócio tem papel estratégico na economia brasileira e precisa estar cada vez mais integrado à indústria, à tecnologia e às políticas de Estado. Participar desse debate é também reafirmar o compromisso da SNA com o fortalecimento de um agro cada vez mais competitivo, sustentável e preparado para o futuro”, afirmou.
Um alinhamento apartidário em torno do agro
Presente aos debates, o diretor jurídico da SNA, Frederico Price Grechi, destacou a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin na abertura, que, em sua avaliação, demonstrou um alinhamento político apartidário em torno do agronegócio. Para ele, o painel sobre geopolítica também mereceu destaque ao abordar o movimento da China para reduzir sua dependência do Brasil na pauta do agro.
“Isso nos impõe repensar esse conforto que hoje, aparentemente, o Brasil tem, como celeiro do mundo, e pensar também em uma produtividade, numa escala agroindustrial, e não apenas no tocante às commodities”, enfatizou. Grechi defendeu ainda o aprimoramento e o investimento nos produtos primários, com o desenvolvimento de produtos secundários capazes de atender às demandas do futuro comércio exterior.








