Assunto é um dos temas abordados em livro da Embrapa (Foto: Juliana Sussai)
As áreas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) têm se destacado no Brasil pelas altas taxas de produtividade, pelo aumento da biodiversidade, da eficiência, da rentabilidade, da sustentabilidade e do bem-estar animal. A adoção de tecnologias digitais nesses modelos pode elevar ainda mais essas vantagens competitivas.
Estima-se que, atualmente, existam mais de 17 milhões de hectares cultivados desses modelos no Brasil. No livro Agricultura de Precisão: um novo olhar na era digital, da Embrapa, os sistemas integrados têm uma seção dedicada para apresentar soluções tecnológicas utilizadas nessas áreas e resultados de pesquisas de centros da Embrapa que atuam com essa linha.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, um dos editores do livro, a seção 5 explora como a integração de diferentes sistemas pode aumentar a eficiência produtiva, reduzir custos e promover práticas mais sustentáveis, além de apresentar qual o papel da pecuária de precisão nesse contexto.
Benefícios

explora como a integração de diferentes sistemas pode aumentar a eficiência produtiva, reduzir custos e promover práticas mais sustentáveis
Na avaliação dos autores, a tecnologia aplicada à pecuária pode otimizar a produção, criando sistemas mais eficientes e sustentáveis. Um dos exemplos de soluções digitais utilizadas é o monitoramento animal com sensores e IoT, com coleta de dados em tempo real sobre saúde, localização, temperatura e atividade dos animais, permitindo detecção precoce de doenças, identificação de cio para melhorar a reprodução e controle do bem-estar animal.
Para o pesquisador da Embrapa, a pecuária de precisão não é apenas uma tecnologia isolada, ela permite a sinergia entre animais, lavouras e florestas. “Quando aplicamos sensores de monitoramento animal, georreferenciamento de pastagens e análise de dados em tempo real, estamos criando sistemas integrados verdadeiramente inteligentes. Isso resulta em solos mais férteis, maior sequestro de carbono e uma produção animal que dialoga diretamente com a agricultura sustentável”, observa Bernardi.
As pesquisas comprovam que a integração de tecnologias digitais na pecuária, associada ao ILPF, aumenta a matéria orgânica do solo e sequestra mais carbono que modelos convencionais. O pesquisador acredita que até 2030, a pecuária de precisão será indispensável para qualquer propriedade que queira ser competitiva.