Obrigação de eliminar árvores doentes passa a considerar a incidência da doença no município e a idade das plantas
(Foto: Fundecitrus/Arquivo)
Conheça as novas regras para a eliminação de laranjeiras com greening em São Paulo. Nos municípios com baixa incidência da doença, todas as plantas com sintomas devem ser arrancadas, independentemente da idade. Nas localidades mais afetadas, a retirada obrigatória fica restrita às árvores sintomáticas com até três anos.
A mudança diferencia as medidas de controle conforme a presença da doença em cada município. O greening é causado por uma bactéria transmitida por um inseto e compromete a capacidade produtiva dos pomares.
São considerados de baixa incidência os municípios com até 10% de plantas sintomáticas. Nessas localidades, a eliminação das árvores doentes deve impedir novas brotações. A exigência se aplica às plantas com sintomas, e não à totalidade do pomar.
Já nos municípios com incidência superior a 10%, o corte compulsório alcança apenas as plantas sintomáticas de até três anos. Antes, a obrigação se estendia às árvores com até oito anos, ampliando o número de plantas sujeitas à retirada nas regiões mais afetadas.
O produtor continua responsável pelo monitoramento do inseto transmissor a cada 15 dias. Também deve registrar as inspeções e os tratamentos realizados, incluindo os produtos utilizados, as doses e as aplicações.
A documentação precisa ficar disponível à fiscalização por cinco anos. Os custos de eliminação das plantas são do agricultor, sem indenização pelas perdas.
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Segundo os dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), o greening atingiu cerca de 48% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais em 2026, ante 47,63% no ano anterior.
O avanço da incidência foi o menor da última década. Esse indicador, porém, não significa que os danos nas árvores contaminadas diminuíram, com a severidade da doença passando de 22,7% para 27% entre 2025 e 2026.
Nas plantas em produção, aumentou de 25,9% para 31%, indicando maior comprometimento da copa e da capacidade produtiva.
Entre as regiões com índices mais elevados estão Limeira, com 82,1%, Porto Ferreira, com 72,43%, e Avaré, com 69,5%.
A evolução também varia conforme a idade do pomar.
Nas árvores com mais de dez anos, a incidência subiu de 58,43% para 63,27%. Entre as plantas de três a cinco anos, caiu de 39,18% para 29,5%. Os dados apresentados associam a redução nos pomares jovens à eliminação de plantas doentes e ao controle do inseto transmissor.








